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04/09/2019

Inteligência Artificial: quais seus benefícios e onde pode contribuir para o serviço público?

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 O que pensar de uma inteligência que possui grande semelhança com a humana? O que difere a máquina dos humanos? E quais benefícios robôs e informações codificadas podem trazer para o serviço público? Esses foram alguns questionamentos debatidos e esclarecidos durante o Ciclo de Palestras do Centro de Formação dos Servidores Públicos de Pernambuco, o Cefospe. O órgão que é vinculado à Secretaria de Administração (SAD), sediou o evento nesta quarta-feira (28.08) e trouxe o mestre em Software; especialista em Análise de Sistemas, professor e servidor da Agência de Tecnologia de Informação de Pernambuco (ATI/SAD), Álvaro Farias Pinheiro para proferir a palestra “Inteligência Artificial: Aplicabilidade e Benefícios no Serviço Público”.

A diretora do Cefospe, Analúcia Cabral, abriu o evento demonstrando total satisfação em promover ciclos de palestra com temas imprescindíveis à administração pública. “A proposta do Cefospe é promover instrumentos e subsídios para o desenvolvimento do servidor e aperfeiçoamento dos serviços públicos, portanto, estar aqui hoje com profissionais tarimbados na área de tecnologia da informação só reafirma que estamos no caminho certo para uma gestão cada vez mais fortalecida no âmbito da educação corporativa”, destacou Ana.

Com o auditório lotado de servidores que atuam na área de Tecnologia da Informação (TI), Álvaro iniciou sua explanação ressaltando que não é preciso temer a inteligência artificial. “Muitas pessoas tem o conceito equivocado em pensar que as máquinas, ou robôs, irão tirar o seu trabalho, sua liberdade e direito de escolha. Muito pelo contrário. A manifestação desse novo movimento levará a humanidade a um patamar de desenvolvimento jamais visto”, principiou o professor, dando o exemplo das cancelas de estacionamento de shopping e centros de compras. “Antes para cada posto, havia um trabalhador. Depois da automação essas pessoas ficaram desempregadas para sempre? Claro que não. Elas só buscaram outra forma de sustento. Migraram para novas áreas. E é isso que a revolução industrial faz: nos leva a fomentar diferentes trabalhos e serviços”, demonstrou Álvaro.

Diferente do que o censo comum pensa, a Inteligência Artificial (IA) – agora denominada inteligência computacional – nunca poderá torna-se um ser humano. Ela precisa de um volume infinito de dados para que se torne minimamente humana. O professor explica que, o grande trunfo da IA é justamente naqueles trabalhos onde uma mente humana pode falhar, ou seja: repetições. “É nesse momento que inserimos as máquinas como nossas aliadas. É também neste contexto que podemos utilizar esse algoritmo artificial para nos auxiliar no trabalho. Por exemplo, em processos repetitivos; massivos; reconhecimento de padrões; mineração de dados; processos de arrecadação; e auditoria de controle”, listou Álvaro, atualmente lotado na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Lá, o professor utiliza ferramentas que possibilitam o uso da inteligência artificial. “Com esses métodos é possível conseguir classificar dados com muito mais facilidade. Nós fornecemos os dados para a máquina e ela opera sozinha. No entanto, para fazer uso desse recurso é interessante pessoas capacitadas e altamente preparadas. Pois é preciso fornecer os dados corretos. Sem dados, a máquina começa a operar e aprender sozinha. É ai que precisamos ter cautela”, advertiu Álvaro Farias Pinheiros.

Ao final do evento, o diretor de Gestão e Governança da ATI, Ivanildo Guerra, mediou o debate entre o professor Álvaro e os presentes e deixou um importante recado. “Eventos como esse são importantes para todos, uma vez que estamos em tempos avançados da tecnologia e temos todos esses recursos ao nosso favor. Que possamos utilizar o conhecimento aqui repassado para construir novos conceitos e equipamentos que facilitem a vida humana” desejou o diretor.