Novas abordagens do ensino-aprendizagem foram debatidas em encontro promovido pelo Cefospe
NotíciasAs novas ferramentas e metodologias aplicadas na educação aliadas às inovações tecnológicas provocaram uma mudança de paradigma na maneira de debater conteúdos em sala de aula. Os métodos de ensino-aprendizagem, por exemplo, vêm evoluindo num ritmo acelerado nas últimas décadas. Para abordar esses métodos e outras questões pertinentes ao tema, a Secretaria de Administração (SAD), por meio do Centro de Formação dos Servidores Públicos de Pernambuco (Cefospe), promoveu nesta quinta-feira (25.04), o I Encontro de Instrutores e Coordenadores da Educação Corporativa do Estado. A abertura do evento contou a apresentação musical de alguns professores do Conservatório Pernambucano de Música (CPM).
A diretora do Cefospe, Analúcia Cabral, fez um breve discurso e agradeceu a presença de todos. “Quero exaltar as escolas de formação que são nossas parceiras na estruturação deste evento, através da Escola Fazendária do Estado de Pernambuco (Esafaz), da Academia Integrada de Defesa Social (Acides) e da Escola Penitenciária de Pernambuco (EPPE). Este evento foi pensado conjuntamente com intuito de fortalecer a educação corporativa do Estado. O Cefospe juntamente com essas escolas têm um papel importante de levar conhecimento e as experiências aos servidores”, enfatizou a diretora.
Em seguida, o professor de Design na modalidade Educação a Distância da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), doutorando e pesquisador em soluções tecnológicas em contextos educacionais, Felipe de Brito Lima, ministrou a palestra “Metodologias Ativas na Educação Corporativa” para uma plateia atenta. O educador iniciou a sua fala definindo o tema como sendo “um conjunto de práticas públicas, sociais e tecnológicas normalmente associadas às inovações educacionais. Ou seja, o método de ensino-aprendizagem tem um novo formato, com um olhar diferente para a educação”, explicou o especialista.
“Antigamente tínhamos práticas objetivas e modelos fixos de educação onde o professor falava e os alunos não interagiam. Hoje, esta prática vem mudando num ritmo dinâmico. A educação está associada à aprendizagem híbrida, com liberdade individual, desconstruções de antigos padrões de ensino e uma maior participação dos estudantes nas discussões. Temos ainda a utilização de plataformas virtuais, a exemplo do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)”, comentou Felipe.
Na parte final de sua explanação, o estudioso chamou a atenção para a importância de associar a teoria com a prática dentro da educação corporativa. “Aprendizagem é questão social. Vivenciar as experiências entre os atores (aluno/professor) enriquece ainda mais o conhecimento”, argumentou ele.
O diretor da Acides, Cláudio Borba, elogiou a iniciativa do Cefospe em reunir as escolas de formação para discutir novas metodologias da Educação Corporativa. “Nosso grande desafio é repensar a sala de aula. Temos que parar e analisar como estamos transferindo o conhecimento para os servidores através das nossas escolas de formação”, destacou o diretor.
O instrutor do curso de Oratória, Retórica e Estratégias de Comunicação do Cefospe, Robson do Monte, entusiasmou-se com as colocações do palestrante. “Com certeza a palestra foi muito proveitosa para os instrutores que estavam presentes. Eu destacaria a prática em sala de aula citada durante a palestra. Uma questão pertinente é fazer com que o aluno se torne o protagonista do processo de ensino-aprendizagem”, disse o instrutor.
Já coordenadora de curso na área de Gestão Pública, Natália Farias, ficou empolgada a respeito do tema e gostaria que o tema fosse abordado em outros eventos do Cefospe. “Essas metodologias ativas da educação corporativa apresentadas aqui podem ajudar o coordenador na execução do seu trabalho junto ao instrutor. Daí, poderemos formatar um curso mais atrativo com práticas inovadoras de educação”, enfatizou ela.
O próximo encontro de Metodologias Ativas da Educação Corporativa do Estado será realizado no próximo dia 14 de maio pela Esafaz. Atualmente, a Educação Corporativa do Estado possui mais de 5 mil instrutores e cerca de 500 coordenadores.